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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Blasfêmea

Dois amigos viviam em harmonia num pequeno vilarejo, cada um com sua esposa e filhos. Deus decidiu que estava na hora de matar suas famílias, e assim o fez. Enviou uma tempestade violenta, os únicos sobreviventes foram os bons amigos.
Um deles reagiu com muita calma, ele segurou seus sentimentos e até agradeceu a Deus.
Ele se ajoelhou e disse:
-Obrigado Senhor, pela oportunidade de crescimento, pelo sofrimento que me enviou, e por eu estar vivo, cuide bem de minha família, amo muito Você!
O outro não se segurou, chorou muito, gritou, suas mãos sangravam enquanto ele socava o chão e dizia:
-Maldito seja o nome do Senhor! Seu imbecil, meu filho tinha apenas dois anos, como pode ser tão insensível! Você só não é um Corno porque não tem esposa, só não é um Filho da puta porque não tem mãe!
Por coincidência, os dois homens morreram dez anos depois, no mesmo dia, e foram para os portões do Paraíso juntos, onde encontraram o Criador.
Deus disse:
-Você aí, blafemou contra meu nome, quando eu matei toda sua família, pode entrar, querido amigo, sua esposa e filhos te esperam.
-Obrigado Senhor, eu estava muito nervoso aquele dia, mas passou.
Deus olhou para o outro homem e disse:
-Você vai para o inferno.
Ele sem entender, questionou:
-Mas Senhor, fui tão compreensivo, tão maduro, aceitei de braços abertos minha perda, o outro homem profanou seu santo nome, isso é injusto!
Deus respondeu:
-Eu sei o que é justo. Ele foi autêntico, brigou comigo, expressou o que seu coração sentia, não se reprimiu, só pode estar perto de Deus quem encontra sua verdade interior, mentir para Deus é impossível, não me importo com o que a boca fala, palavras são invenções suas, eu escuto o coração. E você, por não ter se expressado, guardou mágoas, mentiu para si mesmo, mentir para si mesmo é mentir para Deus, não somos íntimos, você não foi sincero comigo, seu lugar é o inferno, quem gosta de falsidade é o Tinhoso.

Se você for sincero consigo mesmo, o Paraíso estará muito próximo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O intelectual, o religioso e o místico

A idéia de um deus, de tao, do infinito é realmente inaceitável para a mente.
Quando pensamos nisso, parece uma grande tolice, isso tudo subestima a inteligência humana.
Porém, quando se experencia, quando se sente, parece tolice não aceitar isso, parece subestimar a inteligência pensar de um modo diferente.
Nesse momento existe uma grande integração entre a razão e a experiência, entre o sentir e o raciocinar, e desse modo encontramos uma inteligência mais verdadeira, mais pessoal, mais autêntica.
A verdadeira inteligência, passa do experenciar, do sentir, para a razão.
Essa é a diferença entre um intelectual, um religioso e um místico: O intelectual possui a razão, mas ignora o sentir, um religioso sente, mas ignora sua razão, o místico sente e entende. O místico se esforça para atingir o que é compreensivo, mas também busca o que não se pode compreender.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mais um pedacinho de infinito.



O grande problema é delimitar fronteiras onde elas não são necessárias. O sobrenatural é apenas algo natural ainda não racionalizado, porém, se analisarmos até mesmo com uma mente natural e racional, veremos que o sobrenatural faz parte de nossa ciência. O que é o tempo senão uma força sobrenatural e inexplicável? A ciência diz que todo nosso universo veio de uma grande explosão, mas essa explosão aconteceu como? Espontaneamente? Espontaneamente é algo não explicável, portanto sobrenatural. Não havia espaço nem tempo antes dessa grande explosão, havia apenas o nada. O que é o nada? Ele não pode ser coisa alguma, ele é apenas um conceito abstrato, tal como é o infinito, tal como é Tao. O nada é previsto dentro da ciência, ele é aceitável, faz parte não apenas de uma teoria, mas sim da principal das teorias, a teoria da origem de tudo.

Segundo a ciência moderna, tudo veio do nada. Lao Tsé já o sabia desde 2600 anos antes de cristo. Como ele sabia disso? Como ele conseguia ver tão a frente de sua época? Simplesmente intuição! O que a ciência levou tempo para provar com matemática, ele sabia sentindo a vida ao seu redor, ele sabia com sensibilidade. Se o ser humano tivesse desenvolvido a capacidade de ser um com o todo, não haveria necessidade de calcular o Big Bang, nós apenas saberíamos.
Existem cientistas procurando Deus em fórmulas matemáticas, eu não duvido que possam prová-lo assim, mas o que isso significaria, eles lhe mostrariam uma grande fórmula cheia de letras e números e diriam "isso é Deus, adore-o". Para mim isso é tão infantil quanto acreditar no velho barbudo que nos espera num trono distante e nos julga como um carrasco cruel. Ambos são racionais, ambos são limitados a finitude humana. Se Deus, se o Tao, pudessem ser provados, eles deixariam de ser o que são. Quer um exemplo melhor? Consegue provar o infinito? Você só poderia provar a existência do infinito se conseguisse percorre-lo completamente. Não adianta percorrer 1 milhão de anos luz e dizer "eu olhei mais adiante e vi que não tinha fim", isso dentro da razão é inaceitável, para que algo exista você precisa de provas, mas para provar o infinito você teria que percorrer o infinito ou encontrar algo que já o tenha percorrido, mas se algo o percorrer significa que ele tem fim, então entramos em um paradoxo. Logo o infinito não existe! Cientificamente ele não deveria existir, acreditar nele (ainda que a matemática o prove) é uma questão de fé, assim como acreditar no nada é uma questão de fé, acreditar no universo todo é uma questão de fé, fé para quem não sente, quem consegue ser um com o todo não precisa de fé, para ele o infinito, o nada, Tao, Deus, não são conceitos distantes e imaginários, são palpáveis, não pelos sentidos finitos do corpo humano, mas pela intuição, pelo que os místicos chamam de "terceira visão".

Os religiosos costumam ter fé, eles apenas usam o sobrenatural para explicar o que a ciência ainda não tocou, e aí mora toda a guerra ciência versus religião. Os cientístas também costumam ter fé, eles acrecitam em Big Bang, na existência do nada, acreditam em tudo que é natural e negam religiosamente qualquer coisa que ainda não tenha entrado no seu campo de visão finito, estão limitados ao que sabem e ignoram sua própria ignorância, até que provem o contrário. Uma pessoa mística apenas sabe. Sabe, mas nem sempre pode provar racionalmente.
O verdadeiro místico, não se usa de misticismo pra explicar nada, nem mesmo a morte, ser místico não é acreditar em algo, mas experenciar algo. Religiosos acreditam em deuses distantes, que os esperam em lugares distantes ao qual só podemos chegar depois da morte, religiosos não vivem no presente. Vivem uma fantasia, um faz de conta, apostam alto nessa fantasia, apostam toda sua vida nisso, literalmente. Se você perguntar a um monge taoísta, ou um monge zen, "O que acontecerá comigo quando eu morrer?" ele provavelmente responderá "Não sei!". Não é a toa que o ocidente considera o taoismo e o budismo como religiões ateístas, mas elas não são exatamente ateístas! Eles não acreditam em Deus, isso é verdade, mas eles vivem Deus, eles são deuses de si mesmos, eles sentem deus.

Você não pode percorrer o infinito para prová-lo, mas você certamente está dentro dele, é parte dele, pode sentí-lo. Tao não é um deus distante, Tao é o próprio infinito, aliás, não existe Tao no futuro, Tao só pode ser experenciado no aqui e agora, só se sente ele com meditação, com deleite, com o abandono da fé e também o abandono da razão, com o abandono, mesmo que momentâneo tanto da ciência, quanto da religião. Ele não existe em teorias, não é uma espera. É o sobrenatural que se pode tocar, o natural que não se pode explicar. O próprio paradoxo criador do universo. O "nada" dos cientistas, o espírito santo dos católicos, o Zen dos budistas. Ele é o que não se pode ser. Não posso explica-lo, as palavras são tão limitadas que me desespero me desdobrando em mil argumentos, mal consigo senti-lo no meio da poluição de minha própria mente racional, cheia de crenças e ego, sua simplicidade e pureza é tamanha, que minha mente complexa por vezes o ignora, mas espero ser uma seta que o indica, a você e a mim mesmo, ele está aqui e agora.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A visão assustadora de Naropa (Um conto por Osho)


"A verdade é sua própria experiência, sua própria visão. Mesmo que eu tivesse visto a verdade e a contasse a você, na hora que eu a contar, ela irá se tornar uma mentira para você, não uma verdade. Para mim era uma verdade, para mim ela veio através dos olhos. É minha visão. Mas não será sua visão, será uma coisa emprestado. Será uma crença, será conhecimento, mas não saber. E se você crer nisso, estará acreditando numa mentira.

Agora lembre-se. Mesmo uma verdade torna-se uma mentira se entrar em você pela porta errada. A verdade tem que entrar pela porta principal, através dos olhos. A verdade é uma visão, precisa ser vista com seus próprios olhos.

Naropa era um grande erudito, um grande sábio, tinha dez mil discípulos. Um dia estava sentado cercado por milhares de escrituras – antigas, bem antigas e raras. Subitamente ele caiu no sono, devia estar cansado, e teve uma visão.

Ele viu uma mulher muito velha, bem feia, horrível – uma bruxa. A feiúra dela era tal que ele começou a tremer no sonho. Era tão nauseante que ele queria fugir – mas fugir para onde, para onde ir?

Ele foi apanhado, como que hipnotizado pela velha bruxa. Os olhos dela eram como magnetos.

“O que você está estudando?” perguntou a velha.

Ele disse, “Filosofia, religião, epistemologia, linguagem, gramática, lógica.”

O velha perguntou de novo, “Você entende tudo isso?”

Naropa disse, “É claro... Sim, eu as compreendo.”

“Mas você compreende as palavras, ou o sentido?” A mulher perguntou novamente.

Milhares de perguntas foram perguntadas a Naropa na vida dele – milhares de estudantes sempre perguntando, inquirindo. Mas ninguém havia perguntado isso: se ele entendia as palavras ou o sentido. E os olhos da mulher eram penetrantes, olhos que iam até as profundezas de seu ser, era impossível mentir para ela. Para qualquer outro ele teria dito, “É claro que compreendo o sentido,” mas para essa mulher, essa mulher de aparência medonha, ele tinha que dizer a verdade. Ele disse, “Eu entendo as palavras.”

A mulher ficou muito feliz. Começou a dançar e a rir, e a feiúra dela foi transformada; uma beleza sutil começou a surgir nela. Pensando, “Eu a fiz tão feliz. Porque não fazê-la ainda mais feliz?” Naropa então disse, “E sim, eu também entendo o sentido.”

A mulher parou de rir, parou de dançar. Ela começou a chorar e a lamentar-se e toda sua feiúra voltou, mil vezes pior. Naropa perguntou: “Porque você está chorando e lamentando-se? E por que estava antes rindo e dançando?”

Ela respondeu: “Eu fiquei feliz porque um grande erudito como você não havia mentido. Mas agora estou chorando e lamentando porque você mentiu para mim. Eu sei – e você sabe – que você não compreende o sentido.”

A visão desapareceu e Naropa havia sido transformado. Ele fugiu da universidade e nunca mais tocou numa escritura novamente na sua vida. Tornou-se completamente ignorante, pois compreendeu que a mulher não era ninguém de fora, era somente uma projeção. Era o próprio ser de Naropa, que, através do conhecimento, havia se tornado tão feio. Bastou esse bocado de entendimento, a de que ele não compreendia o sentido, para que a feiúra se transformasse em algo belo.

A visão de Naropa é muito significativa. A menos que você sinta que o conhecimento é inútil, você nunca estará em busca da sabedoria. Você irá carregar a moeda falsa, pensando tratar-se de um tesouro verdadeiro. Você precisa perceber que o conhecimento é uma moeda falsa, pois não é saber, não é entendimento. No máximo o conhecimento é algo intelectual: a palavra foi entendida, mas o sentido se perdeu."

Osho

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Não faz sentido...



A vida não precisa fazer sentido se você está bem, se você procura algum sentido é porque lhe falta a capacidade de sentir. Quando estamos satisfeitos, pouco importa se a vida faz sentido ou não, apenas desfrutamos e sendo assim tudo milagrosamente faz um enorme sentido.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Tao

O modo de visão do ser humano é limitado. Hora olhamos com olhos científicos, hora olhamos com olhos religiosos, e ambos deixam lacunas, lacunas essas que jamais serão preenchidas, por isso eu me identifico com o tao, por isso me identifico com o zen, o tao e o zen são as próprias lacunas, é o próprio vazio é o modo de entender sem entender, é aceitar a incapacidade humana em dar todas as respostas. Todo nosso sofrimento consiste nessa ansiedade pelo entendimento, nossa mente é geneticamente programada para encontrar respostas, para enxergar problemas, sempre que encontramos uma resposta ela é na verdade uma nova pergunta, o zen é um modo de não perguntar, de dar um tempo e relaxar e desse modo poder sentir o mundo, poder desfrutar, poder ter um pouco de paz, a paz só existe no aqui agora, as perguntas nunca acontecem no aqui agora, os "porques" fazem parte do raciocínio, estar presente no presente é cessar as palavras, as palavras existem para descrever e quando descrevemos deixamos de sentir e passamos a explicar. Por isso uma das passagens mais belas dentro dos poemas de Lao Tsé diz que o tao que se pode explicar já deixa de ser tao, isso faz todo o sentido.
Outro aspecto que me encanta no tao é a visão cósmica única que Lao Tsé lança, e o mais fantástico é que essa visão nunca se desgasta, na bíblia temos o mito da criação em sete dias, hoje isso está antiquado, não faz mais sentido, a visão taoísta nunca ficará antiquada simplesmente porque é verdadeira, e se existe algo belo na verdade é o fato dela ser tão poderosa a ponto de ser imutável, a lei da gravidade nunca deixará de existir, é uma verdade, você pode não acreditar na gravidade? Conhece alguém que escolheu não acreditar na gravidade e saiu por aí voando? A bíblia e muitas outras religiões giram em torno do "Criador", é uma visão muito bela, e de certo modo existe um pouco de sentido nisso, não é uma mentira, é uma meia verdade. Criador é algo muito limitado para descrever o universo para alguém tão simples como Lao Tsé, é um argumento não uma verdade, uma teoria, Lao Tsé era um homem muito simples, e em sua simplicidade ele conseguir ser grande, ele entendeu que ninguém criou nada, tudo sempre existiu, criar e nascer são conceitos do nosso pequeno mundo, de nossa mente limitada, sempre existir é algo cósmico, algo que não podemos entender. Einsten revolucionou a física porque mudou os parâmetros, as pessoas olhavam a física e comparavam a inércia dos planetas com a inércia das leis físicas da Terra, mas essa física não conseguia calcular algumas órbitas com perfeição, por algum motivo ela era limitada, Einsten entendeu que estavam usando parâmetros limitados, porque estavam olhando para dentro da Terra e tentando usar as mesmas regras daqui de dentro para todo o universo, é um grande egocentrismo humano que conduzia a esses erros de cálculos, a correção foi feita e os cálculos fizeram sentido quando aplicaram a teoria da relatividade. Talvez Einsten não soubesse disso (eu prefiro acreditar que ele sabia), mas a mensagem dele é a mesma mensagem de Lao Tsé, uma mensagem cósmica, ele disse que é impossível olhar para o infinito utilizando os parâmetros finitos da nossa humilde existência. Tanto Einsten quanto Lao Tsé foram grandes homens porque foram humildes, aceitaram sua natureza finita.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sinto logo existo!



O que dá sentido a nossa vida é aquilo que se sente, o que você pensa, simplesmente não existe, é apenas uma ilusão. O pensar não te faz vivo, o que te faz vivo é o sentir. Experimente viver sem sentir o mundo, apenas racionalizando o mundo, imagine como seria a vida. Você não precisaria sair de casa para experenciar nada, você simplesmente abre uma enciclopédia e lê que a neve é gelada, que o sol é quente, que as flores são perfumadas e que os espinhos doem, mas nada disso fará sentido, seriam só palavras. Você teria todos os pensamentos, mas nenhum sentido e simplesmente não haveria motivos para continuar vivo.
É difícil aceitar e entender isso, porque toda nossa educação foi baseada em letrinhas estampadas num papel, nossa educação não foi baseada em experiencia, em sentir, aprendemos a pensar, mas ninguém nos ensinou a sentir e o sentir é sem dúvida alguma o mais importante. Quando falo para você, lembra-se da sua época da escola, sua memória remete a fórmula de bhaskara ou as amizades e situações inusitadas que vivenciou?
O pensar é morto! Toda filosofia é morta!
Portanto, não procure viver escravo do pensar, não somos escravos da cabeça, mas somos, sem dúvida nenhuma, escravos do experenciar e do sentir, simplesmente não tem como viver sem sentir as coisas. Não é a toa que quando estamos tristes, dizemos que a vida não tem sentido, não tem mesmo! Sentido vem de sentir, como pode ter sentido uma vida de idéias, a vida só é concebível no plano das atitudes, a vida só existe para os ousados e corajosos.
Sinta muito e pense pouco!
"Penso logo existo" é uma mentira, vamos corrigir isso, vamos entender que a vida funciona assim: Sinto logo existo!

terça-feira, 23 de março de 2010

A não-violência

A violência é a forma mais primitiva de resolver nossos impasses, antes de inventarem as palavras, existia a violência. O homem primitivo lutava violentamente por uma posição social, por seu alimento, assim como os lobos lutam para definir quem é o alfa, assim como eles caçam. Então, não podemos negar nunca que a violência faz parte da natureza de nosso planeta.
Hoje a violência se dá de uma maneira mais amena, mais mascarada. Você não precisa mais caçar para se alimentar, não precisa olhar nos olhos de sua presa e ouvi-lá urrar de dor ao sentir sua lança penetrando seu coração, não precisa sair no soco com o semelhante para definir quem vai liderar o grupo, mas os seres humanos ainda comem carne, ainda lutam por liderança, muitas vezes até mesmo covardemente, "puxando o tapete". Isso tudo é primitivo e animalesco. É bem natural e o problema é que essa naturalidade é usada como um argumento para que tudo continue como está. Precisamos evoluir! Justamente por ser natural é que precisamos vencer isso, vencer a violência.
É difícil permanecer na não-violência, simplesmente porque tudo está contra a não-violência. Quando nos tornamos mais pacíficos, certamente tentarão nos passar para trás, ainda estamos vivendo em um mundo onde bondade é confundida com fraqueza. Portanto, não desperdice seus argumentos com pessoas de espírito fraco, deixe elas em seu mundo de violência, as vezes o silêncio é a melhor resposta. Porém, algumas vezes não haverá escapatória, nesses momentos, use a violência sem ser usado por ela, sem sentir orgulho disso. O engraçado é a cara de surpresa das pessoas, ao ver uma pessoa pacífica precisando recorrer a este recurso. A mente humana é cheia de estereótipos, negue todos! Ninguém é totalmente isso ou totalmente aquilo, seja vegetariano, mas grite quando for necessário, argumente até o último instante para evitar um conflito violênto, abaixe a cabeça e peça desculpas, mesmo sabendo que tem a razão, mas se for inevitável, dê o primeiro soco.
A vida é assim mesmo, as pessoas mais espiritualizadas são também, as mais surpreendentes e imprevisíveis.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Noite negra da alma


É muito raro isso que farei agora. Resolvi escrever, não porque estou bem, mas sim, porque estão passando novamente pela noite negra de minha alma. Estou deprimido neste momento, mas a vida é assim: um dia estamos por cima, outro dia estamos por baixo. O importante é aprender a se tranquilizar nos dias ruins, aproveitar as lições que eles nos trazem, o universo é inteligente, as quedas são importantes, ensinam muito, até o dia em que não precisaremos mais cair, mas por hora, estou no chão.
O que sempre me salva nesses momentos é saber que tudo passa, por pior que seja a coisa, ela passa, também é importante saber, que ninguém vencerá essa batalha por você, eu mesmo procuro auxílio por todos os lados, a depressão nos torna carentes, mas isso não ajuda em nada, a chave para retornar a luz, está dentro do coração! É bom conversar para desabafar, mas ninguém pode viver por você e a noite negra da alma é uma experiência muito pessoal, muito íntima. Existem forças externas tentando nos derrubar a todo o momento, a felicidade não é interessante para este mundo, não do jeito que ele está. O mundo quer fracos, teme os fortes e a infelicidade nos torna apáticos e sem vida, tira nossas vontades, mas essas forças são externas, absolutamente nada nem ninguém controla sua vida e entenda por "sua vida" principalmente seu interior, a menos que você permita. O exterior é reflexo do seu interior, se ele nao vai bem, é porque existe algo por dentro que precisa ser vencido, uma vez pleno e renovado interiormente, tudo na sua vida flui, a partir de sua luz interior, você pode illuminar toda sua vida e nada nem ninguém interferirá nisso enquanto você se mantiver elevado. Sua vida é um reflexo do que você sente. Mas, a noite negra da alma chega e nos leva tudo, deixando-nos a sós com a gente mesmo, deixando a gente no nada, no vazio, se debater é inútil. Aceitar a sua situação, aceitar o vazio e o nada é o primeiro passo. Na verdade a aceitação é o primeiro passo para tudo, aceitação é amor, quem aceita não se revolta, simplesmente se centra e é neste momento que a primeira fagulha de luz aparece, segure essa fagulha, ela é a chave para fora desse vazio.
Então surge a rebeldia, não confunda com revolta, revolta é energia convertida em ódio, rebeldia é energia convertida em amor-próprio. Rebelar-se contra a situação é uma etapa essencial, é sua força interior dizendo que você, pode e será melhor do que a situação, por mais terrível que ela pareça, é seu grito interior, seu rugido, você dominando sua vida e gerando novamente prosperidade em todos as áreas, sem que nada nem ninguém possa atingí-lo, uma pessoa de bem com a vida, influencia tudo a sua volta positivamente, é inabalável, e temos esse poder.
A noite negra da alma, é justamente a ausência desse poder, a ausência de você em você.
Mas a fagulha de luz, nunca tarda a chegar!

"Mentalizar o Mal é Perigoso

Quando o homem não mentaliza o mal, o mal não lhe acontece. Deixa o mal no berço da maldade, e o mal não desgraça o homem. Ainda que o sábio conheça o seu valor, não exibe valores. Ainda que conheça a sua dignidade, não reclama dignidades. Ele conhece as suas possibilidades, por isso não exorbita dos seus limites."
TAO TE KING - LAO-TSE

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Você é seu salvador, seu próprio Jesus Cristo.
Que neste natal, você comemore o nascimento de sua luz interior. Jesus nunca salvou e nem nunca salvará ninguém, ele sempre disse "você se salvou". Abandone o cristianismo, se seguir mestres fosse bom, Jesus teria seguido alguém!
Evolua e se valorize!

O divino individualismo!



Você é o único dono de sua felicidade, portanto, não entregue sua alegria nas mãos de absolutamente ninguém.

Nascemos livres, não pertencemos a ninguém e ninguém nos pertence, apenas pertencemos a vida sem nada nem ninguém nunca nos pertencer.

O motivo de estarmos vivos é pelo prazer, por nós mesmos, nascemos para a felicidade.

A felicidade é a meta da vida de todos, tudo o que fazemos tem direta ou indiretamente o objetivo de atingir a felicidade, portanto, não deixe a felicidade cada vez mais distante, traga mais para perto essa meta, cada dia mais. Aproveite o presente, a felicidade está sempre no presente, jamais no futuro, não adie sua paz.

Buscar desesperadamente por algo é adiar a própria vida, a vida acontece no agora, tudo que você precisa está no seu interior. Portanto, pare de procurar eternamente fora o que sempre esteve te esperando dentro de seu coração. Todas as perguntas já estão respondidas dentro de você. Você é o que sente.
Sinta a luz de você mesmo!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O discípulo embriagado

"Um mestre tinha centenas de discípulos. Todos rezavam na hora certa – exceto um, que
vivia bêbado.
O mestre foi envelhecendo. Alguns dos alunos mais virtuosos começaram a discutir quem
seria o novo líder do grupo, aquele que receberia os importantes segredos da Tradição.
Na véspera de sua morte, porém, o mestre chamou o discípulo bêbado e lhe transmitiu os
segredos ocultos.
Uma verdadeira revolta tomou conta dos outros.
-Que vergonha! – gritavam pelas ruas. - Nos sacrificamos por um mestre errado, que não
sabe ver nossas qualidades.
Escutando a confusão do lado de fora, o mestre agonizante comentou:
-Eu precisava passar estes segredos para um homem que eu conhecesse bem. Todos os meus
alunos eram muito virtuosos, e mostravam apenas suas qualidades. Isso é perigoso; a virtude muitas vezes
serve para esconder a vaidade, o orgulho, a intolerância.
'Por isso escolhi o único discípulo que eu conhecia realmente bem, já que podia ver seu
defeito: a bebedeira'."

Paulo Coelho

Nunca fui fã de Paulo Coelho, mas este conto ilustra bem o que tenho sentido com relação a humanidade: As pessoas simplesmente renegam seu lado humano.
Eu me cansei de conversar com máscaras. A maior parte de meu tempo eu preciso lidar com pessoas idealizadas! As pessoas idealizam a si mesmas, adotam uma personalidade e interpretam como se estivessem num teatro, e o pior é que as vezes a gente entra na peça!
Conhecemos muitos atores por aí, as pessoas simplesmente escolhem um papel que lhes convenha. Como o exemplo do texto, todos decidiram ser monges! Provavelmente tem medo de interagir com o mundo, sobem em suas montanhas e se isolam, se um homem simplesmente sobe em uma montanha para isolar-se todos o acharão um louco, mas se ele diz "Sou um monge", todos irão reverenciá-lo! Monges não podem ficar bebados, porque não está no script! Tudo é apenas um papel que criamos para esconder nosso coração, andar de peito aberto é doloroso! Essa armadura nos convém, mas essa armadura pode proteger você de si mesmo?
Normalmente o papel que escolhemos é baseado na fraqueza que possuimos, se o seu papel for o de um cara durão, isso certamente é um mecanismo de defesa que esconde uma pessoa sentimentalista, molenga. O personagem interpretado é exatamente o oposto da verdadeira personalidade, apenas uma auto-afirmação.
Mas como saber se estamos lidando com um ator ou com uma personalidade real? É muito simples: Personalidade própria! Pessoas intensas, radiantes, emotivas com opinião própria são reais. Pessoas cansativas, repetitivas, chatas são apenas máscaras. Faça uma pergunta para elas e obterá uma resposta pré-programada e sistêmica. São quadrados, caretas e papagaios!
Repare que essas pessoas possuem palavras-chave que vivem repetindo, vocabulário limitado, gestos reprimidos, em resumo: são pessoas forçadas!
Esse tipo de gente é respeitada, com certeza, se não fossem o plano não daria certo e eles mudariam de personagem, aliás é comum que eles vivam mudando feito camaleões, apenas se adaptando ao meio sem jamais modificar o meio!
Ser respeitado é bom, mas ser amado é sublime! E quem é amado é odiado, quem é amado é amante, é intenso! Quem ama também odeia!
Adoro os arquétipos de vilões e anti-heróis porque eles são reais, humanos, suas maldades tem fundamentos geralmente em sentimentos profundos, eles são cheios de falhas de caráter e emoção, muito mais reais que os heróis. Os mocinhos apenas seguem as regras, antes que ele fale você já prevê o que ele vai dizer, seu altruismo e moralismo chega a ser nojento e enjoativo na maioria das vezes. Acho que é sobre isso que Paulo Coelho fala. Um monge bêbado! Que original! Ele é de fato muito mais amável que os outros monges, um personagem que nos conquista e certamente conquistou seu mestre.
Me disseram uma vez: "Nunca confie em alguém que não bebe!"
Isso faz sentido! Por favor, não quero icentivar o consumo de alcool, isso não diz respeito a bebida, mas sim aos vícios, aos defeitos, não confie em uma pessoa perfeita, pois ela não existe, certamente é um enganador!
Deixem de lado as máscaras, sejam orgânicos, vivos, humanos! Assumir os defeitos é o primeiro passo para superá-los! Não tenham vergonha de rir, de cantar, de chorar, de dançar! Liguem para a pessoa amada e diga que está com saudades, ame intensamente aquela pessoa que não tá nem aí pra você, chore quando sentir vontade, chore de sua desgraça e reclame, mas não se esqueça de rir depois! Meu Deus! Estão confundindo ter sentimentos com fraquezas! E mesmo se forem fraquezas, e daí? Qual o problema? Sejam fracos, os fortes são chatos e tristes!
Já que é para levar a vida como uma peça, pelo menos pensem como esse cara:

" A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

Chaplin

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sem palavras

Essa sabedoria que segue abaixo resume tudo que venho tentando dizer esse tempo todo, tudo que está entalado, tudo que tenho aprendido. Essas palavras, conseguem, em minha opinião, superar todos os filósofos frustrados, conseguem ser tão objetivas quanto muitos dos médiuns, religiosos, sábios e mestres que tem me ensinado muito. É uma síntese, não somente do que quero dizer, não somente do meu aprendizado, mas também do que estou sentindo neste estágio que me encontro. Esse texto apareceu depois de tudo, depois dos objetivos serem atingidos, como uma forma do universo apenas frizar meu aprendizado, fixar e de uma vez por todas e me dizer: "Olhe para isso, contemple o que conquistou". Apenas quem se empenhou e quem sente muito profundamente o poder da aceitação e do amor compreenderá este singelo e maravilhoso texto que segue:
É importante dizer que este texto não é do Chaplin, alguém por algum motivo vinculou o texto a ele, mas não vamos nos apegar ao autor, mas sim ao aprendizado!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amor e Anarquia



Eu estive a muito tempo planejando este texto, pois queria escrevê-lo com uma certa paixão, estive esperando por um momento de inspiração e este momento chegou agora, durante uma conversa pelo msn com um amigo.
Pretendo expressar neste texto todo meu ideal, tudo aquilo que me trás esperança como ser humano e espero do fundo de meu coração que consiga cutucar seus corações de uma forma ou de outra, não quero que me compreendam, quero instigá-los, quero provocar algo aí dentro.

Imaginem uma sociedade livre das leis, livre das autoridades, sem reis, sem princesas, sem presidentes sem governo algum! Uma sociedade que te diga: Você pode existir do jeito que é!
Sem padrões de moda, sem padrões de beleza, sem preconceito racial ou preconceito algum. Você pode ser o que quiser nesta sociedade, não há uma força superior para regulamentar o que você deve ou não fazer, pode ler o que quiser, estara livre para amar quem quiser e onde quiser, esqueça a moral humana, esta sociedade seria totalmente imoral, porque simplesmente dentro dela você não teria malícia, você não precisaria ser malicioso, não há ciúmes nem inveja, só existe um sentimento de igualdade. Isso é anarquia, é igualdade, mas não imposta, onde todos devem vestir a mesma roupa e comer as mesmas coisas, uma igualdade em liberdade, todos sentem-se igualmente livres! Se todos sentem-se iguais, não há porque passar o outro para trás, seria tolice, seria como passar a sí mesmo para trás, isso é consciência, você é igual na diferença! Uma sociedade anarquista é uma sociedade sem ego, onde todos aceitam todos como são, e principalmente se aceitam como são! Sem repressão, apenas aceitação e aceitação é o amor! Quando aceitamos as pessoas sem o desejo de mudá-las estamos amando, amar é deixar ser, amar a sí mesmo é se permitir fazer o que se tem vontade, se permitir errar sem ter culpa, amar ao próximo é aceitar o próximo simplesmente, você o aceita como ele é, ele erra com você, mas você não o perdoa, porque antes disso você o aceita, sabe que ele é humano, e aceita o erro dele assim como aceita o seu, a palavra perdão perderia o sentido! Em uma sociedade anarquista não haverá pecado nem certo e errado, não precisamos disso! Quem ama e aceita o próximo não precisa saber o que é certo ou o que é errado, não precisa de um deus ditando isso, não precisa de um filósofo explicando isso, na verdade quem ama sente isso no coração. O amor é a única religião, é o único governo, e ele não governa por imposição, ele te preenche o coração e te faz pleno e completo, não há lacunas para Deus ou para iluminação, todos são deuses iluminados!
Agora você olha a sua volta e compreende o quão distantes estamos deste sonho que acabo de descrever, neste momento sua mente está criando ou já criou um monte de argumentos que certamente quebram esta utopia ao ponto disso tudo parecer engraçado! A mente certamente argumentará, a sociedade já cuidou para que esses argumentos estejam aí agora, os poderosos já implantaram os argumentos na sua cabeça, desde o jardim da infância você aprendeu isso! O primeiro passo para viver nesta utopia é deixar de chamar o anarquismo de utopia, é aceitá-lo como verdade! É parar com a razão da sua mente e seguir o coração! Só o coração sabe da verdade e a verdade é a mesma para todos, não existe uma verdade diferente para mim, existem percepções diferente! Posso perceber a gravidade de um modo diferente que você, mas ela é exatamente igual para nós dois!
Em essência somos todos bons, todos puros, com o tempo a sociedade nos corrompe, nos envenena! Os professores nos ensinam a ser boas crianças, a dividir, a não brigar, mas crescemos e vemos esses mesmos adultos fazendo guerras, matando, roubando e sendo egoístas de todas as formas. Você é passado para trás por alguém e já começa a mudar. Te enganaram, te ensinaram a ser bonzinho e o que você ganhou com isso? Absolutamente nada! Estamos acostumados com as recompensas, somos educados como os animais, na base da recompensa e da punição, daí você cresce e descobre que não há uma recompensa quando você dá esmolas para um mendigo, e nem uma punição quando você rouba. Daí criamos Deus para punir e recompensar assim como nossos pais faziam. Grande falha! Ensinamos pela razão e esquecemos do coração o resultado só poderia ser essa porcaria toda. Tudo isso é um lixo coletivo que foi vomitado nas nossas bocas desde a infância, uma grande hipocrisia. Fomos enganados sim! Daí surge a maldade, burlamos as leis de uma maneira ou de outra, como uma forma de estar acima disso tudo! Ensinam o cara a dividir tudo, mas ele sai nas ruas para pedir dinheiro enquanto o "filhinho de papai" passa exibindo-se com um lindo tênis da moda. Onde está o "vamos dividir"? Ensinam o cara a não se meter em brigas porque é feio brigar, daí ele apanha todos os dias dos valentões na escola e ainda vê a garotinha pela qual ele é apaixonado saindo com os mesmos valentões que arrancaram sangue de seu nariz. Daí ele se pergunta: Onde está o "Papai do céu gosta dos meninos bonzinhos"? Pro inferno! Ele entra na escola armado e se suicida após matar todo mundo. Conhecemos essas histórias. A sociedade corrompe, porque promete algo que não pode nos dar, nos sentimos frustrados, todos nós passamos pela frustração, pessoas sem estrutura emocional, simplesmente sucumbem. A resposta está no amor, na anarquia!
Quando amamos não queremos disputar, simplesmente aceitamos nossa situação, não nos sentimos enganados, não queremos vingança contra um indivíduo em específico, ele também é um pobre fracassado e está sendo apenas um reflexo de uma sociedade hipócrita, nós queremos vingança contra toda uma sociedade!
Isso mesmo, queremos vingança, todos sentem isso em seus corações, todos estão revoltados por dentro, porque todos fomos reprimidos! Mas o erro está no direcionamento desta vingança, direcionamos ela a alguém, temos raiva de alguém, alguns direcionam ela na forma de preconceito, machismo ou racismo contra algum grupo em específico: "Se fui assaltado por um negro, vou odiar a raça e pronto, problema resolvido, agora sei quem são os culpados por toda a violência"
A revolta não deve ser direcionada desta maneira, todos estamos no mesmo barco, a vingança deve acontecer contra todo o nosso sistema político, enquanto eles conseguirem te manter pensando que a anarquia é apenas uma utopia, você continuará direcionando sua revolta para seus semelhantes, é isso que a sociedade quer, quer que você permaneça cego.
Mas como se vingar de toda uma sociedade? Simplesmente ame-a! O amor é a vingança! Não caia no jogo! Comece por dentro, se você é capaz de amar a sí mesmo, se aceitar exatamente como é, então não haverá motivos pra se revoltar contra o outro, agora imagine todos amando e aceitando, não haverão intrigas, sem intrigas o sistema quebra! Qual a utilidade de um presidente se tudo já está em ordem? Pra que servirá um policial se ninguém tem desejo de roubar? Qual a função de um padre se todos já tem amor e felicidade no coração? As igrejas seriam abandonadas! O sistema irá falir quando todos souberem se amar!
Por isso eu digo, amor é aceitação, em um nível global, teremos uma anarquia espontânea, uma revolução sem violência. No começo será difícil, você se sentirá passado para trás, mas o que realmente importa está dentro do seu coração e isso ninguém pode corromper! O sistema apenas camuflou e entenrrou seu amor, mas ele ainda está aí! Eu não posso e não quero mudar o mundo, posso e quero mudar a mim mesmo. Cada um faz sua parte! É incrível como eles insistem no poder do seu voto dizendo que ele faz a diferença, mas não ensinam que se apenas amar, você também faz a diferença! Na verdade votar não faz diferença, todos os partidos são podres só pelo fato de existirem, eleger alguém para te representar é se auto-declarar incapaz de ser responsável pela sua própria sociedade. Você faz a diferença quando ama, quando sorri, quando é feliz, quando abraça ou beija e não quando vota! Seu maior voto é o voto de confiança no amor e na anarquia!

Imagine
John Lennon

Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today...

Imagine there's no countries,
It isnt hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one