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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sinto logo existo!



O que dá sentido a nossa vida é aquilo que se sente, o que você pensa, simplesmente não existe, é apenas uma ilusão. O pensar não te faz vivo, o que te faz vivo é o sentir. Experimente viver sem sentir o mundo, apenas racionalizando o mundo, imagine como seria a vida. Você não precisaria sair de casa para experenciar nada, você simplesmente abre uma enciclopédia e lê que a neve é gelada, que o sol é quente, que as flores são perfumadas e que os espinhos doem, mas nada disso fará sentido, seriam só palavras. Você teria todos os pensamentos, mas nenhum sentido e simplesmente não haveria motivos para continuar vivo.
É difícil aceitar e entender isso, porque toda nossa educação foi baseada em letrinhas estampadas num papel, nossa educação não foi baseada em experiencia, em sentir, aprendemos a pensar, mas ninguém nos ensinou a sentir e o sentir é sem dúvida alguma o mais importante. Quando falo para você, lembra-se da sua época da escola, sua memória remete a fórmula de bhaskara ou as amizades e situações inusitadas que vivenciou?
O pensar é morto! Toda filosofia é morta!
Portanto, não procure viver escravo do pensar, não somos escravos da cabeça, mas somos, sem dúvida nenhuma, escravos do experenciar e do sentir, simplesmente não tem como viver sem sentir as coisas. Não é a toa que quando estamos tristes, dizemos que a vida não tem sentido, não tem mesmo! Sentido vem de sentir, como pode ter sentido uma vida de idéias, a vida só é concebível no plano das atitudes, a vida só existe para os ousados e corajosos.
Sinta muito e pense pouco!
"Penso logo existo" é uma mentira, vamos corrigir isso, vamos entender que a vida funciona assim: Sinto logo existo!

2 comentários:

Marielle Sant'Ana disse...

Gostei muito deste texto, César!
As suas palavras realmente tocaram-
me muito. Se eu lesse o seu texto sem sentir nenhuma inquietação,
o pensar seria de uma racionalidade
vazia.
Beijos,
Mari

Ne disse...

Gosto de seus textos, mas sempre os acho exagerados, hehehe. Sentir e pensar tem suas importâncias e nenhum é mais ou menos que outro. Em algumas situações, é melhor pensar do que simplesmente agir por sentidos, em outras pode-se confiar nos sentidos.

Não se ensina a sentir, assim como não se ensina a viver, pois o viver deve ser livre.